Ceará deve estabilizar pandemia de Covid-19 no final do mês de maio, segundo projeções da UFC

Ceará deve estabilizar pandemia de Covid-19 no final do mês de maio, segundo projeções da UFC

Maio 14, 2020 0 Por Simone Gomes

A partir da análise de modelos matemáticos epidemiológicos, o Sistema de Monitoramento Preditivo (Simop), da Universidade Federal do Ceará (UFC), projeta que o Ceará estabilize a pandemia de Covid-19 no final do mês de maio. Isso significa que os casos confirmados e os óbitos pela doença parariam de crescer.

O sistema foi desenvolvido no Departamento de Engenharia de Teleinformática (Deti) da UFC, pelo professor André de Almeida. “Tudo indica que devemos atingir esse platô até o final do mês de maio, e a partir do mês de junho devemos ter um decréscimo de número de casos confirmados e, consequentemente, de óbitos também”, analisa.

As projeções, no entanto, podem alterar a depender do quadro de saúde pública no Estado. As taxas de isolamento social, o aumento de testes na população e a disponibilidade de leitos são fatores cruciais que definem a resposta à pandemia. Portanto, as previsões são constantemente atualizadas com base nos novos dados fornecidos pela Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa).

“Atualmente, estamos incorporando [ao Simop] algumas outras dinâmicas que serão importantes em médio e longo prazo, como por exemplo a questão da vacina e também um possível quadro de reinfecção, que é algo que não se pode descartar”, completa André. O Simop integra ações em grupo de trabalho de pesquisadores do Centro de Tecnologia da UFC e do Observatório da Indústria, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

As previsões do Simop contemplam cenários otimistas e pessimistas, baseados em casos assintomáticos, taxa de testagem, hospitalizações, saturação dos leitos e impacto das subnotificações. “A ideia é que as autoridades públicas e os gestores do sistema de saúde sejam informados com certa antecedência para que possam ser tomadas medidas no sentido de contornar ou minimizar os efeitos da pandemia”, explica André.

(Fonte: O Povo)