Osmar Baquit e Leonardo Araújo usaram termos como “vagabundo”, “moleque” e “comprador de votos” em bate-boca na AL, após discursos sobre influências políticas

Osmar Baquit e Leonardo Araújo usaram termos como “vagabundo”, “moleque” e “comprador de votos” em bate-boca na AL, após discursos sobre influências políticas

Março 10, 2020 0 Por Simone Gomes

Os deputados Osmar Baquit (PDT) e Leonardo Araújo (MDB) tiveram de ser contidos em cima da mesa diretora da Assembleia Legislativa do Ceará, na manhã desta terça-feira (10), em meio a bate-boca agressivo entre eles. Baquit chegou a chamar Araújo de “moleque, comprador de voto”, e ouviu um “garganta de aluguel”, em resposta do adversário. A confusão começou após discurso de Baquit em que elogiava o ex-vice-governador Domingos Filho e seu partido, o PSD. Em dado momento, ele cita Araújo como uma pessoa que “fala mal”, da deputada estadual e esposa de Domingos, Patrícia Aguiar. E ainda faz menção ao adversário político querer “ter a força política” do grupo que comanda o PSD.
“Deputada Patrícia, quero me solidarizar com a deputada, mãe e esposa. Não é fácil sentar nessa Casa e ouvir o que a senhora escuta. Não conheço ninguém nessa casa com exceção do Leonardo que fale mal da senhora. Fique tranquila porque, no fundo, há sentimento de querer ser o Domingos Neto (deputado federal) de querer ter a força política que o Domingos Filho tem”, disse Baquit.
Mais cedo, Leonardo Araújo discursou contra o grupo político de Patrícia Aguiar comandado pelo marido, Domingos Filho. Por trás disso, está a disputa entre MDB e PSD por colégios eleitorais na região dos Inhamuns, para as eleições de outubro.
Os ânimos se acirraram após o discurso de Baquit e os deputados bateram boca, apontando o dedo um para o outro, entre acusações.
Baquit, alterado, chegou a chamar Araújo de “Moleque, comprador de voto, vagabundo”, enquanto o deputados Walter Cavalcante (MDB), Dra. Silvana (PL) e Fernando Santana (PT) tentavam contê-lo.
Do outro lado, com dedo em riste, Araújo acusou Baquit de ter ido “vender o TCM” na casa de Patrícia Aguiar, em referência ao extinto Tribunal de Contas dos Municípios, do qual Filho foi o último presidente; e o chamou de “garganta de aluguel” e de “pipoca”, em referência a uma quadrilha de criminosos que atuava no Sertão Central do Estado, por causa de uma denúncia do Ministério Público, de 2013, que acusava Baquit de estar envolvido em ataques a rádio. Baquit nega envolvimento. Os deputados Evandro Leitão (PDT) e Nelinho tentavam conter Araújo.
“Você grita com mulher, comigo não”, disse Baquit a Leonardo Araújo. Ambos chamaram um ao outro de “vagabundo.

(Fonte: Diário do Nordeste)